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Fazer mais e melhor?

Fazer mais e melhor?

Eu sou capaz de apostar que hoje, uma vez mais, podias ter feito mais e melhor.
Por norma este é um pensamento constante.
É o peso da culpa e a consequente desvalorização do quanto nos desdobramos e do tanto que fazemos.
O facto de não nos controlarmos em relação à comida é motivo para não vermos nada de positivo!

Na realidade eu pergunto-te : mas será mesmo que podias ter feito mais e melhor?
Levei muitos anos para entender e valorizar todos os meus esforços e perceber que mesmo errando o balanço era positivo : Só erra quem faz, quem age.
Não foi de um dia para o outro que eu percebi que onde despendia o meu tempo e a minha energia não era o objetivo real. Eu percebi que tinha um problema maior que o peso ideal.
Uma doença com nome : Compulsão Alimentar
O que quero eu dizer com isto?
Que tudo estava mal porque estava gorda.
O emprego (que até me preenchia emocionalmente), já era uma impossibilidade antes mesmo de tentar. Eu era gorda e as outras candidatas eram mais bonitas e melhores
Na verdade, e algumas vezes, era muito confortável para mim ser gorda por muito promiscua que a situação possa parecer.
Quando não conseguia o emprego, era sempre porque era gorda e assim, nunca ninguém me questionava (nem eu própria) se era ou não por falta de competências. Ou seja, o que por um lado era a causa dos meus problemas por outro era a desculpa.

A minha cabeça dava-me informação que sem o peso ideal nada se resolvia!
Por muito que a vida me corresse bem, o meu problema era esse.

Então porque não conseguia parar ou o conseguia apenas por um período limitado de tempo ?
A verdade não é ter dietas para fazer!
As dietas não iriam funcionar se eu não aceitasse que tinha um problema e o problema não se chamava peso!
Tinha um distúrbio alimentar !
Um vicio difícil de controlar, que me enviava constantemente informações que me faziam sabotar o que me propunha a fazer!
A comida era a minha droga de eleição !
E não foi por ter perdido peso que consegui ter filhos ou consegui a promoção na carreira. Ou mais visibilidade, ou mais amigos (em relação a esta última haverá muito que falar, pois para dizermos “SIM” a nós mesmas o “Não” aos outros tem que existir e o facto de deixarmos de ter tanto tempo para os outros não é aceite como desejávamos. Mas temos um problema que necessita de tempo para nós),
Não consegui ainda mais namorados ou ganhar mais dinheiro

O que é necessário é aceitar !
Falar com a família, com amigos.
Mas temos que nos expôr?
Eu expus-me a quem senti que devia e podia, até porque a minha família é atenta e sei que se apercebia das vezes que começava a comer e não paráva.
Lembro-me de em criança ouvir :
– Come devagar que a comida não foge.
Hoje, e à distancia, reconheço que já era um sinal.
Mais que atingir o peso ideal, o meu objectivo actualmente é sentir-me bem.
Tenho uma constituição maior que qualquer nutricionista recomenda, mas sinto -me bem.
Estou em sintonia de corpo e mente!
Se passou ?
Nunca vai passar.
Se amanhã poderei ter um período de compulsão?
Pode acontecer, por isso mesmo estar atenta é fundamental!
Para que esta minha relação com a comida funcione bem tenho que agir como se de uma relação sentimental se trate:
Não há espaço para escapadelas e tem que haver honestidade.
Se sei que não tenho fome mas como me sinto ansiosa vou comer uma mousse ou um bolo, tenho que parar e pensar nos motivos que me levam a comer.  No impacto que vai ter ou se será mesmo necessário. Se será mesmo isso que quero !

Se me perguntarem se sempre foi assim eu responderei : Não!
Foi difícil chegar até aqui. Muita persistência e muitas quedas pelo caminho.

A culpa e a vergonha também tiveram espaço !
A falta de auto estima era mais do que alguém podia imaginar, até porque sei que sempre fui uma gorda com “muita pinta”, mas mascarava tudo isso com comportamentos de rebeldia e irreverência.

Mas honro todos esses motivos !
Pois cheguei até aqui!
Não faço dietas, faço escolhas saudáveis e conscientes.
Aprendi a ouvir as respostas que o meu corpo e mente dão aos alimentos que ingiro e principalmente aprendi a evitar os que me colocam quimicamente instável.
É uma aprendizagem diária.

Valorizo todas as coisas que faço diariamente. Se foram menos que ontem não me vou punir, não me vou vingar de mim mesma.
Aceito que poderia ter feito mais e melhor mas que está tudo bem



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